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Postagens

Reforma Trabalhista, Crise de 2008 e Pejotização

A Reforma Trabalhista aprovada no governo golpista de Michel Temer, para quem leu todos os pontos detalhadamente e conhece como funciona as mentes dos maiores empresários do país, sabe que a mesma eliminará a dignidade do mercado de trabalho brasileiro a partir de agora. 
Na melhor das hipóteses, entraremos numa espécie de sistema de bicos, onde o emprego de carreira se torna um privilégio de poucos enquanto a maioria terá que se virar com formas precárias de empregos instáveis, sem o direito de administrar os gastos com salários, já que estes se tornam uma incerteza sem garantias, podendo ser cancelados sem aviso tendo a alegada crise como justificativa.
Temer foi um instrumento utilizado pelo "Deus-mercado" para realizar um golpe que servisse para preservar a ganância dos empresários, preocupados com os danos causados com a crise mundial de 2008. Em 1929, uma crise semelhante fez surgir o Nazismo na Alemanha, com medidas danosas aos cidadãos alemães, sobretudo os que pert…
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A decadência de "João Dólar", o "João Trabalhador"

Dizem que mentira tem pernas curtas. Pode até ser que as pernas sejam mais longas do que se pensa, mas elas nunca crescem. Chega um momento que os fatos, com ajuda da lógica e do bom senso, acabam por derrubar qualquer mentira, desmascarando quem se beneficiar em enganar os outros.
João Dória, eleito em 2016 como prefeito da maior cidade do país, São Paulo - em si uma função de gigantesca responsabilidade e complexividade - tem se mostrado uma farsa, não apenas como prefeito, mas também como o gestor. Quem se lembra das campanhas dele, sabe que ele vendeu a imagem do "gestor", como se governar a maior cidade do país fosse tão fácil como administrar uma pequena quitanda de subúrbio.
O próprio João Dória, como gestor, é uma farsa. Na verdade, Dória é publicitário e seu verdadeiro dom está relacionado a esta função. E publicidade é o que ele tem feito quando começou a sentar na cadeira de prefeito e nada além disso. A alegada capacidade de gestor até agora não apareceu desde q…

CEO de Engenho

Há um mito, defendido pelos conservadores de que as nossas elites são responsáveis, altruístas e altamente interessadas no desenvolvimento do Brasil. É um mito falso, já que nada disso é observado na prática. Se lembrarmos do conservadorismo de nossas elites e do fato de que muitas ideias são passadas de pai para filho, nos lembraremos de que nossas elites não são só conservadoras como bastante retrógradas e pasmem: ignorantes.
Na verdade, as elites brasileiras são majoritariamente descendentes dos velhos senhores de engenho. Segundo intelectuais como Jessé de Souza, que lança agora seu novo livro, A Elite do Atraso, da Escravidão à Lava Jato, as nossas elites nunca deixaram de ser escravocratas. É um sonho dos homens mais ricos, sejam brasileiros ou estrangeiros instalados no país, de ter empregados trabalhando de graça, sem a troca de serviço por qualquer tipo de benefício.
Claro que este desejo de escravizar as classes dominadas é manifestado de forma bem sutil, para evitar o tach…

O perigoso envolvimento de empresas com causas sociais

"Façamos a nossa revolução, antes que os revolucionários as façam", deve dizer cada um dos capitalistas avessos à distribuições de renda mais justas e o fim das classes sociais. Em um mundo regulado pela moral pseudo-altruística mas ainda bastante ganancioso e que acha que os mais ricos são "vencedores justos" de uma "competição" que se inicia logo ao nascer, é preciso crir um falso equilíbrio entre ganância e generosidade.
A partir da segunda metade dos anos 90, as empresas encanaram de se envolver em causas sociais. melhor dizendo, o que as empresas entendem como "causas sociais", geralmente inspiradas na caridade paliativa praticada pelas instituições religiosas. É uma forma de caridade que não melhora a distribuição de renda, não ameaçando a ganância dos mais ricos e a estrutura de poder que os sustenta.
Mas para "ficar bem na foto", agradando a opinião pública e agregando confiança alheia, era preciso que empresários para lá de ga…

Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças.
Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda.
A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direito a salário é real. Mesmo não e…

Precisamos falar sobre a ganância

A ganância é um dos maiores problemas da humanidade. Se achar melhor do que os outros e por isso querer ter mais que a maioria da população tem feito grandes estragos por toda a história mundial. Ninguém fala, mas a ganância é a base de qualquer tipo de guerra. É a base ideológica da lei do mais forte, o estranho "direito" do grande pisar no pequeno.
Teóricos de Administração e Economia não gostam de falar em ganância por acharem um conceito subjetivo, ligado á moralidade. Mas é preciso não fecharmos os olhos diante da ganância, pois a economia precisa estar em movimento para existir e a ganância retém renda e bens nas contas de magnatas tirando de circulação do cotidiano econômico da sociedade.
A reforma trabalhista aprovada recentemente na CCJ é na verdade a transformação da ganância em lei. A exploração do mais fraco, antes proibida pela CLT, agora foi totalmente liberada para o empresariado. Mente quem diz que a reforma trabalhista não vai tirar direitos. Mas quem conhe…

Crença na equiparação de grandes e pequenos faz população ter piedade de grandes gestores, criando um pensamento conservador

Para a população, os grandes empresários são iguais aos pequenos. Porque os pequenos é que fazem parte da realidade da população. Os pequenos sofrem para manter seus negócios e costumam ser honestos, trabalhadores e não raramente altruístas. Os gestores de micro, pequeno e médio porte são realmente onde se pode ver exemplos de boa e excelente gestão.
Como falei acima, é o que a população consegue ver. A noção de empresariado da população mais leiga é o que ela conhece pessoalmente. Portanto, para a população em geral, empresários são trabalhadores, honestos, humildes e altruístas. E é desta forma que imaginam ser também os grandes.
As pessoas comuns não sabem como funciona o grande empresariado porque não tem acesso aos seus bastidores. Se baseiam no que conhecem, o que faz com que consigam enxergar no poderoso empresário aquele humilde quitandeiro da esquina. Mas um quitandeiro em proporções colossais. Se acham que o quitandeiro sofre, acreditam que o poderoso empresário sofra ainda…