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Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças.

Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda.

A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direito a salário é real. Mesmo não estimulada, a reforma já descriminaliza a escravidão e iniciativas análogas.

Como um meritocrata irá explicar que se um trabalhador fizer tudo direitinho, em poucos anos se tornará um magnata como os donos da Rede Globo? Isso praticamente sem ganhar salário, substituído por uma reles ajuda de custo que garantirá apenas alimento - escravos tem que se alimentar para oferecer a força física para trabalhar em prol da ganância empresarial.

A Reforma Trabalhista vai gerar imensos estragos à economia brasileira, colocando o Brasil em uma situação análoga ao que acontece há séculos na maioria dos países da África. É impossível para alguém em situação miserável, sub-humana, se tornar um magnata após cerca de 50 anos de trabalho. Só se ganhar na loteria, receber uma herança de parente abastado ou simplesmente roubar.

Mesmo altamente nociva ao trabalhador e ao empresário de micro/pequeno/médio porte - altamente benéfica somente aos empresários magnatas - pelo menos ajudou a desmascarar os conservadores, que desde já não tem mais argumentos para defender as suas tolices, incluindo a Meritocracia, que nunca passou de um conto de fadas da Economia.

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