Pular para o conteúdo principal

Crise escancara fracasso do Neoliberalismo, forma parasitária do Capitalismo

Por Marcelo Pereira

O Brasil está vivendo um triste momento histórico nos últimos dias, que certamente iniciará algum tipo de ruptura, ainda não se sabe de que lado for. Pois o caos instalado pode criar uma ruptura que favoreça a população ou uma ruptura que preserve os interesses dos capitalistas que parasitam toda a economia para que tudo aconteça a favorecer a sua faminta ganância.

Economistas sérios - não confunda com banqueiros disfarçados de economistas ou com economistas pagos pela grande mídia a discutir o sexo dos anjos - garantem que o Neoliberalismo está com os dias contados. O contexto do século XXI não comporta uma ideologia baseada na ganância e no lucro imediato. O Neoliberalismo deve ser extinto para que a economia encontre seu rumo e possa beneficiar o maior número de pessoas e não uma meia dúzia de magnatas.

A crise de 2008 foi bem sintomática e serve como uma prova real de que o Neoliberalismo é um sistema não apenas obsoleto como nocivo a humanidade. É mais do que necessário o surgimento de uma nova e inédita teoria econômica que se adeque aos novos tempos, resolvendo problemas reais e atuais e não servindo como um "bebedouro" para capitalistas sedentos.

O que acontece no Brasil deixa tudo bem claro. Obvio que o mundo todo assiste a decadência do Neoliberalismo, já extinto em vários países desenvolvidos. Não dá para usar o Neoliberalismo para resolver problemas econômicos. Ele arruína a economia como um todo e me arrisco a dizer que este sistema é capaz inclusive de causar um imenso genocídio, dada a capacidade de aumentar e perpetuar a miséria, por ter como sua base a ganância de poderosos magnatas.

Mesmo com o caos, os mais ricos do país trabalham para salvar o Neoliberalismo. Golpes vem sendo dados no mundo inteiro para tentar salvar o combalido sistema. Para os capitalistas, salvar o Neoliberalismo é muito mais importante que salvar pessoas. O que destaca o seu caráter cruel, nocivo a economia como um todo. Natural para um sistema que se beneficia com o prejuízo alheio.

Neoliberalismo é de fato a origem dos maiores problemas que impedem o desenvolvimento do Brasil e o fim das desigualdades. Os defensores dos sistema tentam procurar outras causas - como por exemplo, a corrupção - para os problemas cotidianos, se esquecendo que nem todos os casos de corrupção interferem na vida cotidiana do brasileiro médio. Mas o Neoliberalismo, este interfere e muito em quase todas as desgraças que vemos diante de nossos tristes olhos.

Vamos ver se os economistas brasileiros ainda presos ao Neoliberalismo aprendem de uma vez por todas a descartar este sistema nocivo e propor alternativas adequadas a economia atual. Não adianta falar em modernização da economia com um sistema tão obsoleto e nocivo. É preciso matar o Neoliberalismo. Antes que ele mate mais seres humanos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ganância não é mais defeito: virou qualidade. Desde que você não a chame de "ganância"

Por Marcelo Pereira Toda vez que eu ouço coisas desagradáveis sobre o Capitalismo e as crises e problemas resultantes, nunca ouço análises que sejam capazes de responsabilizar a ganância típica desse sistema pelos erros consequentes. Fica a impressão que para todos, o problema da ganância é subjetivo, algo que deve ser ignorado em análises mais técnicas e objetivas.  Um erro, pois sabemos muito bem que a ganância não somente é a origem de grande parte dos erros capitalistas como também a base que sustenta este sistema. Não dá para ser capitalista sem ser ganancioso. Isso é fato. Se deixar de ser ganancioso, deixa de ser capitalista para ser o que o genial ex-chanceler Celso Amorim classifica como "socialismo democrata". Mas ser socialista em um mundo individualista pega muito mal, não é? Não é coincidência que o crescimento dos ideais direitistas ocorra simultaneamente com o aumento do sentimento de individualismo na maioria das pessoas. Passar a perna no outro d...

"Modernização" das relações trabalhistas nos leva de volta à Senzala

Por Marcelo Pereira Como todos sabem, ontem foi aprovada a lei da terceirização, que estende para toda e qualquer situação, inclusive para as atividades-fim, a possibilidade de empresas contratarem outras empresas para realizar o serviço sem ter vínculo empregatício.  É uma medida que poderá reduzir os custos da contratação, mas pode tornar a vida profissional precarizada, com condições análogas a de uma escravidão. Não por acaso, é considerada a revogação não somente da CLT como também da Lei Áurea. Coincidentemente, junto com a aprovação, foi recusada pelo governo de Temer a divulgação da lista das empresas que praticam a escravidão no país. Pode parecer subjetivo estabelecer uma comparação entre a reforma trabalhista e a escravidão, mas alguns fatos existem para comprovar que esta comparação é real, lógica e objetiva. primeiro, porque boa parte dos empresários do país descendem de senhores do engenho dos tempos coloniais, tendo a escravatura como ingrediente ideológ...

Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Por Marcelo Pereira Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças. Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda. A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direit...