Pular para o conteúdo principal

Boicotar empresas bolsonaristas não gera danos a magnatas, mas suja a imagem

Uma lista, divulgada por vários jornalistas progressistas e por Fábio Pannuzio (ex-Band), jornalista que pelo jeito virou progressista, mostra nomes de várias empresas e seus principais donos, magnatas que declararam apoio incondicional a Jair Bolsonaro, que curiosamente está destruindo o país feito um faminto cupim.

Esta lista, que pode ser acessada aqui, deve ser bastante divulgada, pois apesar de falarem em nome do país, da cidadania, da população e blá-blá-blá, os empresário não estão nem aí para assuntos que passam longe de seus lucros e por isso n;ao se importam em ver um presidente destruindo o Brasil, mesmo que não mexam nos interesses particulares desses magnatas.

O medo dos magnatas é com as forças progressistas. Esses ricaços sabem muito bem que Lula mexeria em seus interesses gananciosos. Mas como querem ficar com a fama de bonzinhos, pois mesmo optando pelo rentismo, ainda desejam atrair a clientela. Por isso, forjaram uma imagem positiva sobre si memos.

Além disso, escolheram criminalizar a política que trabalha em prol dos mais pobres, inventando que esquerdistas são maus, corruptos e incompetentes. Bons são os magnatas gananciosos, que ganham 1000 vezes mais que o salário mínimo que impõem para a população e ainda se acham generosos e amantes da pátria.

A divulgação de uma lista com estes verdadeiros inimigos do Brasil é uma iniciativa boa, apesar de não gerar danos a esses magnatas muito bem de vida. Eles são rentistas e aplicam grandes fortunas em investimentos bancários capazes de multiplicar qualquer dinheiro em uma gigantesca quantia. E todos eles tem muito dinheiro guardado, na quantidade do PIB inteiro de um país médio.

Tudo que os magnatas precisam é que haja algum comprador, para lhes dar uma quantia que deverá ser aplicada para ser multiplicada. Claro que o rentismo é limitado e por isso que esses magnatas fazem questão de se manter no mercado, vendendo seus produtos de qualidade duvidosa.

Mas a lista coloca esses nomes numa ficha suja, a de gananciosos inimigos da população brasileira, que desejam pagar baixos salários, cortar direitos e direcionar as leis para seus interesses privados. Vai ficar complicado atrair uma população de classe média para baixo com a fama similar a de um vilão de cinema, aquele que se dá bem com o prejuízo alheio.

Por isso que mesmo que não gere danos - pelo menos a médio/curto prazo - é necessária a lista e mais ainda o boicote a essas empresas. pode ser que no futuro relativamente próximo, esses grandes magnatas caminham para a falência e curtam a vida miserável que quiseram impor para a maioria da população. Até porque a pimenta só arde em nossos próprios olhos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Modernização" das relações trabalhistas nos leva de volta à Senzala

Por Marcelo Pereira Como todos sabem, ontem foi aprovada a lei da terceirização, que estende para toda e qualquer situação, inclusive para as atividades-fim, a possibilidade de empresas contratarem outras empresas para realizar o serviço sem ter vínculo empregatício.  É uma medida que poderá reduzir os custos da contratação, mas pode tornar a vida profissional precarizada, com condições análogas a de uma escravidão. Não por acaso, é considerada a revogação não somente da CLT como também da Lei Áurea. Coincidentemente, junto com a aprovação, foi recusada pelo governo de Temer a divulgação da lista das empresas que praticam a escravidão no país. Pode parecer subjetivo estabelecer uma comparação entre a reforma trabalhista e a escravidão, mas alguns fatos existem para comprovar que esta comparação é real, lógica e objetiva. primeiro, porque boa parte dos empresários do país descendem de senhores do engenho dos tempos coloniais, tendo a escravatura como ingrediente ideológ...

Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Por Marcelo Pereira Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças. Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda. A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direit...

O perigoso envolvimento de empresas com causas sociais

Por Marcelo Pereira "Façamos a nossa revolução, antes que os revolucionários as façam" , deve dizer cada um dos capitalistas avessos à distribuições de renda mais justas e o fim das classes sociais. Em um mundo regulado pela moral pseudo-altruística mas ainda bastante ganancioso e que acha que os mais ricos são "vencedores justos" de uma "competição" que se inicia logo ao nascer, é preciso crir um falso equilíbrio entre ganância e generosidade. A partir da segunda metade dos anos 90, as empresas encanaram de se envolver em causas sociais. melhor dizendo, o que as empresas entendem como "causas sociais", geralmente inspiradas na caridade paliativa praticada pelas instituições religiosas. É uma forma de caridade que não melhora a distribuição de renda, não ameaçando a ganância dos mais ricos e a estrutura de poder que os sustenta. Mas para "ficar bem na foto", agradando a opinião pública e agregando confiança alheia, era prec...